Design Responsivo

Em um passado não muito distante, as pessoas tinham que ter um computador para acessar a internet. Hoje, muita coisa mudou. É grande a variedade de tablets e smartphones disponíveis no mercado. É impossível sabermos ao certo, como será daqui pra frente, como acessaremos a internet no futuro? Sendo assim, o design responsivo veio para oferecer flexibilidade quando pensamos em experiência do usuário.

Com tanta variedade de dispositivos, nada melhor do que ter a possibilidade de proporcionar uma boa experiência, independente do modo como o usuário está acessando a internet. Ser responsivo significa ser adaptável. O problema é que a diferença não é só no tamanho dos dispositivos, por exemplo. Na hora de desenvolver um site que possa ser acessado de qualquer dispositivo, nos deparamos com diferenças entre sistemas operacionais, browsers, resoluções de tela, entre outras. Antes, a maior parte dos monitores tinha a resolução 1024×768, por esse motivo, 960 pixels foi padronizado como largura ideal para um site. Hoje, um site que segue esses padrões fica pequeno em um monitor 21” ou em uma TV de 42”, por exemplo. Isso sem contar os dispositivos com resoluções menores.
Nesse caso, o que fazer? Um layout diferente para cada dispositivo? Parece loucura.

O segredo do design responsivo são as Media Queries. Traduzindo para o português, media queries significa “consulta de mídias”. Com elas, a CSS é capaz de consultar o navegador e verificar de que tipo de mídia e dispositivo o usuário está acessando o seu site. Assim, ele se adapta ao tamanho correspondente. Apesar de ser uma tendência, o design responsivo levanta uma questão: será que ele é mesmo necessário? Não há dúvida de que desenvolver para mobile é uma atitude que não pode ser deixada de lado, a experiência do usuário se torna muito melhor quando se tem uma versão específica para isso. O fato é que os browsers de dispositivos móveis fazem um bom trabalho. O usuário não quer só uma “carinha” bonita. Ele quer rapidez e quer conseguir fazer o que tem que fazer ao acessar um web site mobile. Com isso, o design responsivo, tão falado, pode se tornar segundo plano e fazer com que você coloque outras coisas como prioridade. A boa experiência do usuário vai muito além do design.

O que você acha? O design responsivo já é essencial ou anda está em segundo plano na hora de desenvolver um web site?

Fonte: http://abraweb.com.br/colunistas.php?colunista=9&materia=174

Música eletrônica de onde vem a inspiração?

Todo profissional de produção tenta incansavelmente obter qualidade e acima de tudo melhorias em suas faixas. Aqueles que buscam reconhecimento sem estarem prontos, são leigos e incompetentes deixando-se levar pelo egoismo e pela vaidade, nem mesmo esse texto eles conseguem ler, buscam atalhos e caminhos que levam a facilidade ao invés do estudo sério.

Todos nós estamos sujeitos a certos dias sem nenhuma inspiração, sem duvida parece que ela nos deixou, e porque?

Será que existe algum tipo de exercício que possa trazer ela de volta?
Será que somos capazes de entender de onde ela vem?
A outra pergunta que anda junto é:
Será Conseguimos compreender e entender o sentido da arte? De onde ela vem e para onde vai?
Aquele sentimento que nos impulsiona a fazer uma faixa e da forma e vida a ela.

Pensando em todas essas perguntas para tentar solucionar recorri a Freud e a psicanalise, seria impossível falar do nosso inconsciente e não falar de Freud.

Freud dizia que para compreender a obra de arte era preciso conhecer a intenção do artista, porem a intenção não se pode traduzir em palavras. Claro que ele estava se referindo a pintura porque Freud escreveu pouca coisa sobre a música e admite a incapacidade de entender por onde a música surte efeito.

Falar de música e tentar estudar de onde vem o sentimento inspirador devemos lembrar da “paixão” e isso sem duvida daria uma outra analise detalhada, mas Freud aparentemente se preocupa com o impacto “passional” que a obra de arte produz no espectador ou no ouvinte. Sem duvida é aquele momento que ouvimos uma faixa e arrepia todo o braço, causando aquela sensação.

“luta em mim contra a emoção quando não consigo saber porque estou emocionado, nem o que me comove” disse Freud.

Toda vez que olhamos um sentimento envolvido na teia dos sentidos da arte nos deparamos com um fractal que vai entrando cada vez mais fundo no desconhecido.

Sera possível falarmos de representação, na música eletrônica na mesma condição que na pintura ou na escultura?

O criador da obra tenta passar uma mensagem talvez ele nem saiba disso ou talvez esteja encoberto pelo sentimento da busca pela perfeição e muitos outros sentidos. Nesse caso entramos no âmbito da comunicação e falar de comunicação o que se supõe é uma diferença entre interioridade e exterioridade apta a vincular uma mensagem.

Justamente essa mensagem vai se ligar em algumas questões internas do expectador ( ouvinte ) e trazer a tona sentimentos, lembranças e emoção.

Em um texto curioso de 1917 / 19 Frieda Teller escreve sobre o talento musical e compara a emoção musical com a alucinação.

“Compara a emoção musical a um processo regressivo quase alucinatório que assume forma e fantasia e lembranças. Modalidade singular da expressão do psiquismo recalcado – Descarregar tensões internas. Escapulir do âmbito do domínio racional”

Quando Frieda diz: “Regressivo quase que alucinatório”, provavelmente se refere a questões infantis e provavelmente questões do nosso amago emocional, a paixão é uma especie de alucinação temporária desencadeado uma serie de reações químicas no nosso cérebro. Tanto que logo depois ela diz: “assume forma de fantasia e lembrança”.

E se referindo ao “psiquismo recalcado” devemos ter muito cuidado com a palavra “recalque” que na verdade é um termo técnico usado por Freud que designa o mecanismo através do qual o indivíduo tenta eliminar do seu consciente representações que considera inaceitáveis. É justamente por isso Frieda no final do texto diz: “Descarregar tensões internas” Interessante como algumas produtores com vários problemas familiares buscam o reconhecimento na música de forma saudável e outros buscam a qualquer custo mesmo sem estarem prontos. Todos querem de certa forma se expressar.

A expressão na música tem o poder do duplo sentido que se manifesta na esfera do sentimento e com certeza tem o fundo primitivo de onde os sentimentos vem, exatamente nesse lugar onde nasce os sentimentos a música vem com a expressão que palavras seriam impossível de dizer.

Espero ter levantado muitas questões em vocês, espero de coração não ter respondido a pergunta que falta para entender o mecanismo da composição e espero mais ainda que você fiquem com muitas duvidas.

As dúvidas nos fazem inteligentes, se você é bom o bastante para não aprender mais nada, tome muito cuidado com a estagnação.

Deixo você com um texto de extrema importância do Pierre Kaufmann:

“Pelo que escapa à representação, sempre pronta para aprisionar o material sonoro no universo do sentido, que podemos deixar o campo da psicologia para abordar o da psicanalise e com ele, os efeitos disruptivos da organização psíquica.”

Pesquisa:
Dicionário enciclopédico de psicanalise
O legado Freud Lacan

Fonte:
Fernando Lima Music | Curso de produção de música eletrônica | Ableton Live | DJ
http://producaodemusicaeletronica.com.br/inspiracao/

Shazam terá acesso total ao catálogo do Beatport

Sucesso no mundo todo, o Shazam é um aplicativo de celular que consegue identificar as tags de uma música (artista, track name, álbum etc) “ouvindo” poucos segundos dela, usando o microfone do aparelho. Seu uso no mundo da música eletrônica gerou polêmica, pois DJs estariam “roubando” os tracklists alheios usando o app. À parte desta discussão, o Beatport acaba de colocar um caminhão de lenha na fogueira: agora o Shazam terá acesso ao seu banco de dados, com mais de 1,5 milhão de músicas.

Além de poder contar com a base de dados do Beatport, agora o Shazam também será capaz de reconhecer músicas aceleradas ou desaceleradas, ou seja: mesmo que o DJ altere o BPM da track, ainda assim ela será identificada. Will Mills, diretor de música e conteúdo do aplicativo, justifica o investimento na EDM: 31% das consultas de 2012 resultaram em músicas eletrônicas. Matthew Adell, CEO do Beatport, explica que desta forma, os artistas terão uma maior exposição e, consequentemente, um maior contato com seus fãs.

Fonte: http://www.psicodelia.org/noticias/shazam-tera-acesso-total-ao-catalogo-do-beatport